Seguidores

Mostrando postagens com marcador IURD. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador IURD. Mostrar todas as postagens

Aos Metodistas Confessantes

Carta @s Confessant@s em 2012



Querid@s Confessant@s,
Que a paz, o amor, a justiça e a temperança reinem entre nós por mais esse Ano que se faz Novo.
Agradeço as manifestações de carinho sobre minha ausência na Rede. Mas após o 19º Concilio, tive que refrescar o espírito.
Muitas conversas e mensagens importantes circularam no grupo no último período de 2010, dentre elas destaco:
1) O testemunho de Cibele sobre a existência de um grupo de amig@s d@s Confessant@s, do qual o sobrinho dela faz parte;
2) A formatura do Francisco Thiago e seu Testemunho sobre o papel da Rede Confessante em sua vida;
3) O Texto: Eleição de bispos: sem discussão e sem debate? Por Roberto Pimenta – Disponível em
http://metodistaconfessante.blogspot.com/2012/01/eleicao-de-bispos-sem-discussao-e-sem.html
4) O texto: Ainda sobre a matéria “Eleição de bispos: sem indicação e sem debate?” Escrevem os leitores – Por Robson Louzada Teixeira – Disponível em
http://metodistaconfessante.blogspot.com/2012/01/ainda-sobre-materia-eleicao-de-bispos.html
5) O adeus do Elias Boavetura;
6) E, por último, as discussões sobre a continuidade do movimento confessante.
Quero, inicialmente, lembrar de 2 Timóteo 3:12-16:
Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo serão perseguidos. Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendesse e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeitamente habilitado para toda boa obra.
Nesse ano entramos no 6º ano da existência d@s Confessant@s e é incrível, como às vezes, de modo até bonito de se ver, caímos na inocência de acharmos (inclusive eu mesma) que provocaríamos mudanças imediatas. Quando lá no início, definimos o slogan Consolidar, avançar e agir na busca pela valorização da identidade metodista, já estava implícito o caminho longo, difícil e contínuo que teríamos pela frente.
Nesses anos, temos presenciado exemplos e testemunhos de resistência entre @s Confessant@s e também de não-confessant@s pelo Brasil. A comunidade de Belém, Bela Aurora, o jornal Tribuna Metodista, os vários textos que circulam na internet e as comunidades virtuais voltadas a discutir o metodismo, é uma clara evidência que não estamos tão sozinhos, como pensávamos há alguns anos atrás. É até possível que a Rede Confessante tenha contribuído para motivar que as pessoas, inclusive os jovens pelo Brasil, expandissem as avaliações e a troca de idéias sobre o que vem ocorrendo na igreja hoje. Por outro lado, percebe-se hoje um descontentamento e uma crítica, mesmo que pouco verbalizada (por motivos óbvios), por parte do corpo pastoral. Ou seja, pelo silêncio é possível perceber o tamanho da critica, e não a apatia, como a gente às vezes pensa; o silêncio fala mais que mil palavras...
Creio que devamos, no ensejo da partida de Elias Boaventura, ler o que pudermos sobre sua trajetória e o testemunho sobre ele, em especial, vindo de seus alun@s. Foi uma vida, igualmente a de muitos “monstros” que estão no movimento confessante, que deixou um legado e uma gama de inspiração para tod@s nós. Dito isso, gostaria de dar a minha opinião sobre a continuidade do movimento confessante.
Creio que se tivermos a expectativa se ser “grande coisa” ou “coisa grande”, devemos segurar a onda. Aliás, o megalomaniasmo, por parte de alguns líderes, tem sido um dos focos de nossas criticas. Isso não implica, evidentemente, que devamos primar pela inoperância; como de fato não o temos feito. Todavia é preciso aceitar nossos limites históricos e relembrar que a situação eclesiástica de hoje vem sendo (des)construída há, no mínimo, quatro décadas. Evidentemente que o que dantes era marca do movimento carismático “virou” outra coisa. O que quero dizer é que nem carismatismo do passado sobreviveu intacto aos elementos estranhos e a formatação de igreja que hoje se vê.
A IURDização do metodismo, que parece só vem aumentando, indica que há um caminho longo e deserto pela frente. A ganância para aumentar a membresia e a adoção da terminologia “catedrais” para definir os templos maiores, tal qual faz o Bispo Macedo, é uma evidência disso. Mas as afinidades param por aí, já que a IURD NÃO tem se comportado como esponja, absorvendo coisas do G-12, caverna do Adulão, gaditas, etc, etc... Parece que a IURD tem construído sua “identidade” (mesmo que questionável), ao passo que a IM parece caminhar para a desfiguração de sua; constituindo-se numa igreja sem rosto. Pelo menos é a impressão que se tem daqui dessa parte do Brasil.
O Confessante e Doutor em Ciências da Religião José Carlos de Souza, em seu livro Leiga, ministerial e ecumênica: a Igreja no pensamento de John Wesley, lembra um pensamento do teólogo D. Elton Trueblood que dizia: “o problema mais difícil do cristianismo é o problema da Igreja. Nós não podemos viver com ela, e nós não podemos viver sem ela”. (p.12) Ao que José Carlos de Souza completa dizendo:
Alternam-se defesas inflamadas da instituição e protestos veementes contra ela. Alguns pleiteiam por reformas; outros preferem falar em renovação; e não poucos se opõem ferrenhamente a quaisquer mudanças. Enquanto novos modelos de igreja buscam maior funcionalidade em relação ao espírito da época, cresce o número de pessoas que, a despeito de se mostrarem religiosas de alguma forma, consideram as igrejas totalmente desnecessárias, quando não peças fossilizadas de um tempo que não há de voltar (p.12)
Parece que vivemos nesse vácuo: o da paixão a qualquer custo ou do divórcio da igreja. Nesse ínterim é preciso reconhecer a “significância” Confessante que está, penso eu, na capacidade de irmos tecendo redes, mesmo que a passos lentos; ou seja, irmos continuamente agregando pessoas e grupos preocupados com o (des)caminhar da igreja. Outra significância consiste em incentivar e motivar a prática da espiritualidade individual e familiar, em especial, frente a situações onde a freqüência nos cultos seja insustentável, ou ainda desprovida de sentido, conforme atestam relatos entre @s confessant@s. Em meio ao sofrimento espiritual individual por causa dos rumos de nossa igreja, não devemos perder de vista o nosso papel e o papel dela, enquanto de fato wesleyana: Leiga, ministerial e ecumênica, conforme aponta a belíssima obra de José Carlos de Souza:
“A Igreja existe para atender às necessidades humanas. Afinal, a vida cristã é inconcebível em isolamento, fora da experiência em comunidade. Mas a existência da Igreja também se explica pelo propósito de sua instituição, a saber, o cumprimento das leis de Deus, a realização de obras de misericórdia (alimentar quem tem fome, vestir quem está nu, visitar quem está enfermo ou na prisão, etc.) e obras de piedade (oração pública e privada, leitura e meditação da palavra, participação nos sacramentos e demais meios da graça, etc.). Muitas vezes, infelizmente, tais práticas são dissociadas umas das outras, porém ‘a igreja é um organismo vivo de piedade e de boas obras, nunca uma sem a outra, em serviço fiel a Deus e à humanidade’. Por essa razão, Wesley reiterou, inúmeras vezes, a importância dos meios da graça e se contrapôs, com veemência, às inclinações místicas, bem como à doutrina quietista dos morávios.” (p.31)
Que nesse ano que se faz novo, cada um/a de vocês sintam-se renovad@s pelo Espírito Santo de Deus para seguir enfrente e avante. Olhem para o que nos une; recordem das sementes plantadas, dos abraços dados e da espera gostosa que partilhamos antes de cada encontro presencial.

A Igreja somos nós e a luz de Cristo brilha em nós, aonde quer que estejamos. Alimentem-se da esperança, da bondade, da amizade e da fé. Na medida do possível, quando isso não machucar o espírito, freqüentem sua comunidade. Realizem cultos domésticos, estudem os sermões, cantem os hinos, orem juntos e dividam o pão e o vinho com alguém.
Finalizo com um testemunho: Aqui em casa, começamos a fazer devocionais com café da manhã com amigos. Iniciamos dia 25 de dezembro (veja foto da mesa com o No Cenáculo ao centro) e iremos até março. A idéia surgiu ao perceber, no final de ano, como as amizades estão virtuais e distantes do contato físico. Nesses 3 meses todo final de semana terá uma deliciosa mesa esperando amig@s para compartilhar o pão e a Bíblia. Fica a sugestão para que demais confessant@s façam algo parecido com irm@s mais próximos geograficamente, até que nosso próximo encontro presencial aconteça.
“O Senhor seja com o teu espírito. A graça seja convosco.” (2 Tm 4:22)
Com amor Confessante e em Cristo que nos chama para sua maravilhosa luz,
Maria Newnum – Maringá - 14/01/12
 

O Evangelho da Caneta Ungida do Elemento Sagrado.

Assistam o vídeo:



É amados irmãos "se Deus te der a direção, tudo vai dar certo". Mas você tem que pegar a "caneta ungida", tem que ir atá a IURD para receber uma "prece POOODEEEROOOOOSA", trazer a garrafinha d'água onde será colocado o "elemento sagrado" o "elemento DO MILAAAAGRE" , e se você já tem trazido em outros sábados tem que continuar trazendo se faltou algum não tem problema começa de novo, deve comparecer no "grande jejum da vitória" e seguir "rumo à grande fogueira santa dos impossíveis no monte sinai".
UFAAAA... o pior é que nunca vai acabar. O sacrifício de Cristo e o evangelho de amor ao próximo, ficou onde mesmo? Como dói postar sobre a igreja cristã que vemos hoje.

Com pesar, mas com força profética para afirmar que Deus ainda age (mesmo fora dos elementos sagrados) e está vendo a exploração de seu povo,

Leandro Priori.


O Neopentecostalismo e a ética cristã - por Johnny T. Bernardo

por Johnny T. Bernardo
“Crédito ou débito? – Quem pergunta é o pastor da Igreja Internacional da Graça de Deus que recolhe o dízimo e outras doações munido da máquina para registrar operação com cartão de crédito.” 
O trecho acima introduz a matéria Templo é dinheiro, da jornalista Sarah Corazza, da revista paranaense Ideias. A matéria é resultado de um mês de visitas a templos neopentecostais de Curitiba, quando a autora constatou que os “neopentecostais fazem sucesso de público e de bilheteria.” Segundo Corazza, houve um tempo em que Curitiba era conhecida como a “cidade das farmácias”, dada a quantidade de farmácias por metro quadro. Hoje a realidade é outra: são os templos neopentecostais que chamam atenção.
Presentes na capital paranaense desde pelo menos o começo dos anos 80, uma das que mais se destacam é a IURD, que, segundo a reportagem, adquiriu a antiga fábrica Matte Leão para abrigar o seu rebanho que não para de crescer. A jornalista atribuí tal façanha ao crescimento desenfreado e ambicioso dos cofres da instituição.
“Logo se vê que as neopentecostais fazem sucesso não apenas de público, mas também de bilheteria. É incalculável o que arrecadam diariamente. O suficiente para abrir templos e também para financiar o proselitismo eletrônico que ocupa boa parte do horário televisivo e radiofônico. Isso custa dinheiro. Muito dinheiro. Tanto que a Universal do Reino de Deus, do financista e bispo Edir Macedo, comprou a sua própria rede de televisão.” [1]
O que vemos em Curitiba se perpetua por todo o país e atravessa as fronteiras, com adeptos nos EUA, Europa e também nos países abaixo do Saara. Não apenas a IURD, mas também boa parte das igrejas neopentecostais vivem o bom da ignorância de milhares de brasileiros que diariamente peregrinam para seus templos em busca de cura e prosperidade. São massas sem doutrina que orbitam em torno de crendices populares e sessões de descarrego da Igreja Universal, passando pelas campanhas do sabonete ungido da Graça de Deus e do lenço abençoado do Valdomiro. Isaltino Gomes Coelho completa.
“As igrejas neopentecostais, e a IURD é o maior exemplo, não são compostas de pessoas envolvidas em uma Koiononia cristã. A maior parte não se conhece. Não há um projeto eclesiástico comum aos frequentadores, que são apenas clientes que buscam uma resposta mágica para seus problemas”. [2]
Essas igrejas, diria Antonio Gouveia Mendonça em sua obra “O Neopentecostalismo, Excerto de Estudos da Religião”, são controladas por pessoas ou por grupos sem dever para com os clientes, a não ser passar-lhes um produto, normalmente sob contribuição financeira. São usuários sem os direitos e sem um procon ao qual recorrerem. Consomem o produto, mas não têm poder de ingerir no sistema.
De acordo com o sociólogo Ricardo Marinho, autor de “Neopentecostais – Sociologia do Novo Pentecostalismo no Brasil” -, “a preocupação dos neopentecostais é com esta vida. O que interessa é o aqui e o agora”. Essa citação consta da matéria “Evangélicos, quem são eles, por que crescem tanto e o que essa expansão significa para o Brasil e para o mundo”, publicada em fevereiro de 2004 pela revista Super Interessante. Nela, o jornalista Sérgio Gwevman faz uma análise do crescimento dos evangélicos brasileiros e atribui ao Neopentecostalismo um papel central nessa expansão. Uma das características do proselitismo praticado pela IURD, segundo Gwevman, é a atribuição aos demônios boa parte dos males que atingem os fieis.
“Para os neopentecostais, os homens não são responsáveis pelos atos de maldade que cometem: é o Diabo que os leva a pecar. Numa sessão de descarrego da Igreja Universal, o pastor explicou que, se o fiel enfrenta um problema há mais de três meses, é provável que esteja carregando um encosto. ‘Se a dificuldade completar um ano, daí não há dúvida: a culpa é do demônio’, disse a congregação. Ele não se referia só a entraves financeiros ou comportamentais. A receita vale para tudo, inclusive para doenças incuráveis. Assim, expulsar o demônio do corpo é a receita única para todos os males, de casamento infeliz até câncer no pulmão”. [3]
Wemerson Marinho, em sua análise “Pontos Discutíveis do Movimento Neopentecostal” levanta estas e outras questões relacionadas ao sistema litúrgico e isolamento espiritual que são submetidos os frequentadores das igrejas neopentecostais. Ele cita, entre outras coisas, a falta de uma liturgia eclesiástica e a pouca atenção dada às Escrituras Sagradas como a única regra de fé e conduta.
“Os neopentecostais afirmam que a Bíblia é a Palavra de Deus e, com isto, nós concordamos. Mas para eles, a palavra dos “profetas”, dos visionários, também é a Palavra de Deus. E, por isto, baseiam suas vidas e suas doutrinas também em visões, ‘novas revelações’ e em experiências místicas.” [4]
Esse é o ponto “x” da questão colocada pela maioria dos estudiosos do movimento, ou seja, a falta de uma doutrina sólida acompanhada de um discipulado sistêmico e bíblico. Há casos de indivíduos que se deixam batizar por mais de cinco vezes nos templos da IURD por acreditar que tal prática irá “purificá-lo por completo” (sic) como se as águas batismais possuíssem qualquer poder a não ser o simbolismo que proporciona aos verdadeiros nascidos da água e do Espírito.
É a falta de uma hermenêutica sadia a causa da maioria das crenças e práticas impuras praticadas pela liderança da IURD, segundo conclui o dossiê “Análise da Teologia e Práxis da Igreja Universal do Reino de Deus” publicado pela Igreja Presbiteriana do Brasil e que se encontra disponível no livro “Igreja Universal do Reino de Deus – Sua doutrina e prática” (S. Paulo: Editora Cultura Cristã, 1997 p. 28). O documento faz a seguinte afirmação com relação à maneira como os líderes da IURD interpretam as Escrituras.
“O método de interpretação das Escrituras utilizado por bispos e pastores da IURD consiste em geral numa atualização ou transposição das experiências religiosas de personagens bíblicas para os dias atuais. Isto ocorre em virtude do que entendem ser a Bíblia. Macedo não parece ver a Bíblia como a revelação proporcional de Deus, mas como um livro de experiências religiosas, que começa com Israel no Velho Testamento e termina com a humanidade em Apocalipse, experiências estas que podem ser repetidas nos mesmos moldes, nos dias atuais.
Assim, a repetição ou re-encenação de episódios e eventos bíblicos é utilizada como ferramenta que lhes permite usar as Escrituras como base de sua prática… Por exemplo, assim como Noé fez uma aliança com Deus, podemos nós também fazê-la. Assim como Josué cercou as muralhas de Jericó e ao som de trombetas elas caíram, assim podemos cercar as muralhas das dificuldades e problemas e derrubá-los em nome de Jesus (usando uma trombeta de plástico e uma muralha de isopor). A vara que Moisés usou, o cajado de Jacó, os aventais de Paulo – todas estas coisas, e muitas outras tiradas das histórias bíblicas, se tornam tipos da utilização de apetrechos semelhantes, aos quais é atribuída (apesar das negações em contrário) algum valor espiritual na resolução de problemas”. [5]
Leonildo Campos, usado como referência pelo dossiê, faz coro ao dizer que a Bíblia é muito mais que um depósito de símbolos, alegorias e de cenas dramáticas ou até um amuleto para exorcizar demônios e curar enfermos do que a Palavra de Deus, encarada por outros protestantes como “regra de fé e prática”, e para os fundamentais, a “regra infalível”. Campos é autor do livro “Teatro, Templo e Mercado” (S. Paulo: Simpósio Editora, 1999, p. 82) onde faz uma análise do uso da fé como instrumento de riqueza pelas igrejas neopentecostais e demais grupos positivistas.

Superficialidade e engodo psicológico
Devido à ênfase na liturgia envolvente, curas e exorcismos, os neopentecostais são na sua maioria superficiais na fé e no conhecimento das Escrituras, segundo expõe Marinho em “Pontos Discutíveis do Movimento Neopentecostal”. Não somente isso, mas também a falta de uma doutrina bíblica e discipulado fazem com que os indivíduos que recorrem aos templos neopentecostais permaneçam ignorantes em suas crendices e continuem a praticá-las. Nesse ponto, a IURD se assemelha ao catolicismo ao incorporar todo tipo de religiosidade oferecendo-lhe valores cristãos, ao mesmo tempo em que libera seus dizimistas para que frequentem outros locais de culto e não tenham que se submeter aos princípios bíblicos e cristãos.
Por outro lado, existe uma tentativa de “isolamento” desses indivíduos, tirando-lhes sua capacidade de discernimento e/ou compreensão dos fatos que ocorrem em seu entorno. Um exemplo disso é o uso da psicanálise nas reuniões da IURD, como revela o artigo A ciência dos transes (Época, 28 de abril, 2003) que compara as práticas neopetencostais aos princípios psicológicos defendidos por Emile Durkhein (autor do estudo sobre a função dos transes nas sociedades primitivas) e o neurologista Jean-Martin Charcot (que mostrou como as técnicas de hipnose induzem as incorporações de “espíritos”). Na matéria, a revista cita uma declaração de uma ex-fiel da Igreja Universal que revela como os bispos e seus auxiliares aprendem a induzir o transe.
“Quando a pessoa está tonta, fica mais aberta para manifestar os demônios”, diz a obreira Aparecida Santos, ex-fiel da Igreja Universal, atualmente na Igreja Internacional da Graça de deus. Ela costuma pôr a mão na cabeça dos fieis e fazê-la rodar. Outro recurso que funciona é tocar músicas altas no teclado, com acordes bem tenebrosos. ‘Porque o demônio não gosta de silêncio’, explica a obreira. Aparecida aprendeu as técnicas do exorcismo na Universal, onde passou cinco anos como auxiliar de pastores.” [6]
Outro recurso utilizado pela IURD é o chamado “Jejum dos 21 dias” período em que os fieis devem se concentrar nos discursos da igreja e se isolar do mundo externo, sendo proibidas de ter acesso a qualquer tipo de informação, seja por meio de jornais, sites, rádio ou televisão. “O Bispo Romualdo e os pastores têm sugerido acessar apenas o blog do Bispo Macedo onde haverá textos para meditação nesse período de Jejum”, revela o frequentador Alexandre Fernandes em uma página da web.
O objetivo do “jejum da separação”, segundo os líderes da IURD, é a busca de uma vida espiritual equilibrada. No site IURD.pt encontramos a seguinte afirmação.
“O jejum, para muitos, indica apenas o abster-se da bebida e da comida, e esse é o jejum normal. Já o santo jejum não está relacionado só com isso. E o que é que o/a impede de estar em espírito? Por exemplo, ler livros ou revistas que não falem de Deus, ouvir músicas ou notícias que não falem de Deus, ou seja, que não o/a conectem a Ele e não alimentem o seu espírito.
Iremos fazer um jejum que inclui não assistir televisão, não usar a Internet, não ler revistas e livros, etc. Vamos orar três vezes por dia, de manhã, à tarde e à noite, e você vai fazê-lo e vai-se santificar, fortalecer e investir no seu espírito, para que seja cheia d’Ele”
Apesar do objetivo aparentemente louvável da Igreja Universal, existe por trás um engodo psicológico perigo e que nos remete aos grupos conhecidos como “seitas destrutivas”. Tais segmentos recrutam novos discípulos com promessas de cura, prosperidade e encontro com Deus. Uma vez fisgado, o indivíduo é convidado a se juntar à igreja e se afastar de tudo que possa impedi-lo de desenvolver sua espiritualidade, como familiares e amigos próximos. A partir de então ele passa a pertencer à comunidade, isolando-se física e psicologicamente do mundo exterior. Nestas condições, a manipulação ou lavagem cerebral torna-se fácil, fazendo com que o novo discípulo concorde em entregar suas economias e se dedicar exclusivamente à comunidade religiosa, desenvolvendo atividades que beiram ao “escravismo”. É o caso da Seita do Rev. Moon, a Família (antiga Meninos de Deus), o Templo dos Povos etc.
A Igreja Deus é Amor, com toda sua ritualística e imposição doutrinária, promove algo semelhante ao submeter seus membros a um fanatismo cego e quase doentio, proibindo-lhes de assistir televisão, participar de festas ou mesmo ir à praia. O motivo pelo qual não há uma modernização nos padrões doutrinários da Igreja deve-se ao fato de que submetidos ao manto do fanatismo seus membros continuaram a ofertar e seguir fielmente os desmandos de seu líder máximo, o missionário David Miranda.
Na IURD, apesar da não-obrigatoriedade de se desenvolver uma vida religiosa pautada em usos e costumes, há problemas sérios relacionados às campanhas de prosperidade, como a fogueira santa que todos os anos arrecada milhões de reais e deixa famílias desamparadas, com a entrega quase que total de suas propriedades. Sendo não poucos os casos de ex-fieis que recorrem à justiça para reaver seus bens, com a alegação de indução ao erro.
Ausência da ética cristã
O maior problema relacionado às igrejas neopentecostais, e a IURD é o principal exemplo, é a ausência da ética cristã. Ela compreende diversos aspectos, desde a questão doutrinária até princípios morais defendidos pelo cristianismo bíblico. Augustus Nicodemos define a ética cristã nos seguintes termos:
“A ética cristã, em resumo, é o conjunto de valores morais total e unicamente baseado nas Escrituras Sagradas, pelo qual o homem deve regular sua conduta neste mundo, diante de Deus, do próximo e de si mesmo. Não é um conjunto de regras pelas quais os homens poderão chegar a Deus – mas é a norma de conduta pela qual poderá agradar a Deus que já o redimiu. Por ser baseada na revelação divina, acredita em valores morais absolutos, que são à vontade de Deus para todos os homens, de todas as culturas e em todas as épocas.”
A ética cristã pressupõe defesa dos bons costumes, da moral e de uma vida pautada nas Escrituras Sagradas. Aí temos a questão da defesa da vida, da família e da sociedade como pertencentes a Deus. Questões como o casamento e o aborto são uma das problemáticas quando comparamos a IURD a outras denominações cristãs. Com base em fatos puramente comerciais (digo “comerciais” no sentido literal da expressão), a IURD deixou de ver a vida como elemento máximo das decisões humanas, para transformá-la em uma oportunidade de negócio. A defesa do aborto nada mais é do que uma estratégia, um meio encontrado pela igreja para atrair católicos descontentes com sua religião. É com base em tais parâmetros que a Igreja Universal se define, delineando para o mundo que tipo de indivíduos frequentam seus templos.
São esses mesmos indivíduos que traem seus cônjuges, segundo pesquisa realizada pelo BEPEC – Bureau de Pesquisa e Estatística Cristã. De acordo com o estudo, a porcentagem de neopentecostais que afirmam terem alguma vez praticado infidelidade conjugal é de 26,51%, contra os 21,43% de pentecostais. Os dados revelados pela pesquisa comprovam que a ausência de um discipulado eficiente e ética cristã nas igrejas neopentecostais, resultam em uma massa crua e sem vida composta por indivíduos das mais diferentes confissões religiosas que procuram seus templos atraídos pela propaganda de prosperidade e cura divina. Uma nova reforma se faz mais que urgente.
Notas
1. CORAZZA, S. Templo é Dinheiro, Curitiba. Revista Ideias, maio de 2011
2. COELHO, I.G. Neopentecostalismo, Campinas – SP. Palestra ministrada em abril de 2004 na Faculdade Teológica de Campinas.
3. MARINHO, R. Evangélicos, quem são eles, por que crescem tanto e o que essa expansão significa para o Brasil e para o mundo. São Paulo – SP. Revista Super Interessante, fevereiro de 2004, pág. 55
4. MARINHO. W. Pontos Discutíveis do Movimento Neopentecosta. Ipatinga – MG.
5. Comissão Permanente de Doutrina da Igreja Presbiteriana do Brasil. Igreja Universal do Reino de Deus – Sua Teologia e Sua Prática. S. Paulo: Editora Cultura Cristã, 1997, p. 28
6. A Ciência dos Transes. São Paulo – SP. Época, abril de 2003 págs. 73 e 74
7. NICODEMOS A. Ética Cristã. São Paulo – SP. O Tempora, O Moraes, 2010.
fONTE: http://brasilmetodista.ning.com/profiles/blog/show?id=2318185%3ABlogPost%3A187280&xgs=1&xg_source=msg_share_post

Seita Universal distribui a unção dos milionários!

Ninguém se surpreende mais com a audácia e a falsidade doutrinária destes que se dizem cristãos e infestam os púlpitos desta seita.

Quisera se dissessem qualquer outra coisa: espíritas, mamônicos, adoradores de Baal, o que fosse! Nos poupariam da vergonha e do desejo de nos apartarmos destas suas práticas degradantes.

Como não o fazem, nos forçam a reafirmar que o sacrifício do Senhor Jesus foi definitivo e que o véu rasgado não é para ser costurado.

Que o Senhor tenha misericórdia dos que são enganados ou se deixam enganar e permitem que seus olhos sejam desviados da Cruz, para esta prosperidade comprada ao aviltante custo de suas próprias almas.

Que confortante (!) seria imaginar que um óleo tocado por milionários e consagrado neste altar de Mamôm pudesse dar aos ungidos riquezas sem fim. Fosse assim, sugeriria como o fiz no site da "arca universal", que publicou a matéria a seguir, mas sem mesma ironia, que providenciassem ao menos uma pessoa ética, de moral ilibada na referida agremiação afim de tocar em tantos barris de óleo fossem necessários para dar aos membros da Universal uma unção daquilo que mais desesperadamente necessitam.

Mas algo de positivo fica deste episódio. A verdade está exposta para quem quiser ver. Independente do valor da "ato profético" da consagração de óleo, a seita Universal deixa claro que a consagração não é nem sequer feita a Deus por servos do Senhor, mas por milionários ao Deus Mamon! Servos do dinheiro, consagrando óleo ao deus do dinheiro para o uso da massa gananciosa e cega às riquezas espirituais.

Quem nunca sonhou em ser um milionário? Quem nunca sonhou em ter iates, jatinhos, mansões, carros importados, casas na praia e muito dinheiro?

Não são poucos os livros e textos na internet que ensinam as pessoas a ficarem ricas, como por exemplo: dormir e acordar só pensando em dinheiro; não abrir mão de qualquer possibilidade de obter lucro; criar um produto exclusivo; inspirar-se nos líderes; ser original; antecipar-se às tendências, entre outros.

Porém, a realidade na vida de grande parte da população é marcada por desemprego, dívidas, restrições no nome, cheques devolvidos e humilhação.

Pensando nessas necessidades, A Igreja Universal do Reino de Deus realiza todas as segundas-feiras a “Reunião dos 318 pastores”. Durante o encontro, orações e ensinamentos são realizados com o objetivo de trazer o êxito financeiro e profissional aos participantes.

“A nação dos 318, todas as segundas-feiras, fala de promessas materiais. Abraão juntou homens nascidos do seu povo, de sua tribo e pegou esses 318 homens corajosos, valentes e foi em busca do seu sobrinho e ele venceu nove reis, ao mesmo tempo, apenas com esses homens, e recuperou tudo, inclusive seu sobrinho. Eu tenho visto muita gente conquistando nessa reunião, quem crê vai, quem não crê fica. Quem vem segunda-feira é porque pensa grande, tem visão, fé e nós suprimos a necessidade dessas pessoas com a fé que a bíblia nos apresenta. Pois, o que nós ensinamos nessa reunião é de suprema importância para o seu dia a dia”, disse o bispo.

Na última segunda-feira (2), aconteceu a “Grande Noite da Unção dos Milionários”, onde o pastor ungiu os presentes com o azeite consagrado por 7 milionários. Além disso, ele ensinou sobre a importância de não esmorecer diante dos problemas: “De repente você está cansado. Não por causa do trabalho, mas por não ver o resultado do seu trabalho. E pensa em desistir diante dos problemas. Mas, Deus lhe trouxe aqui para você reagir e lutar. Pois a vitória é certa”, explicou.


Fonte: http://www.genizahvirtual.com/2010/08/seita-universal-distribui-uncao-dos.html#ixzz0xkU1BzOT